Programas Públicos
Imaginários
Entendendo os imaginários como instrumentos para conceber o presente, desejar a mudança e criar o futuro, convido figuras-chave do pensamento contemporâneo a apresentar uma fonte para um imaginário importante para o presente.
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Imaginaries / Sexta-feira, 29 de abril, 19h

Pensar com líquenes e ervas daninhas — Teresa Castro

As plantas têm uma capacidade única de se relacionar com outras entidades, colaborando com bactérias, fungos, insetos e outros plantadores humanos e mais-do-que-humanos, mostrando-nos como a vida é uma questão de alianças, relações e misturas. 
Durante este encontro, a pensadora Teresa Castro analisará as ecologias afetivas sugeridas por líquenes e ervas daninhas, investigando as suas implicações e imaginários. O seu ponto de partida é a instalação Like Lichens Listen, de Silvia Maglioni e Graeme Thomson, a partir da qual explora o potencial de líquenes, ervas daninhas e imagens cinematográficas para sugerirem outros modos de vermos e nos relacionarmos com o mundo.
 
— A instalação Like Lichens Listen, de Silvia Maglioni e Graeme Thomson, poderá ser visitada no dia do evento no Auditório da BMAG.
   
Teresa Castro é Professora de Estudos de Cinema na Sorbonne Nouvelle — Paris 3 e estuda a relação entre cinema e animismo, ecocrítica e vida vegetal.
Local: Auditório BMAG

Créditos das imagens: Renato Cruz Santos

Imaginaries / Sexta-feira, 29 de abril, 17h-19h

Like Lichens Listen, de Silvia Maglioni & Graeme Thomson

Inspirado pelas interacções simbióticas dos líquenes e pela extraordinária solidariedade do mundo vegetal, que fomenta a colaboração entre organismos de natureza completamente diferente, Like Lichens Listen é uma série de instalações criadas pelos cineastas e artistas Silvia Maglioni & Graeme Thomson, inspiradas nos materiais de investigação da sua longa-metragem de 2019, intitulada Common Birds. Originalmente encomendada pela Fondazione Merz, esta instalação modular é concebida como um ambiente imersivo, onde se habitar numa consciência de tempo profundo. As imagens da Floresta Garajonay (La Gomera), um antigo organismo vivo que acolhe uma enorme variedade de plantas e espécies ameaçadas, combinam-se com uma paisagem sonora electroacústica itinerante, num convite para reconectar com o mundo e prestar atenção às alianças interespécies.

A projeção desta obra, integra-se na conferência de Teresa Castro, que sucede a partir das 19 horas, no mesmo local.

LIKE LICHENS LISTEN (Variation IV)
Silvia Maglioni & Graeme Thomson
17'21''  HD Looped Video, Stereo 
© Silvia Maglioni & Graeme Thomson 2022

Para mais informações sobre a peça, clique aqui.
Local: Auditório BMAG

Formato monocanal.

Duração aproximada: 17min (loop)
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Imaginários / Quarta-feira, 22 de junho, 19h

A História Recontada — Saidiya Hartman

A académica Saidiya Hartman tem contado as histórias não contadas de vidas negras. Enfrentando o vazio deixado por séculos de historiografia que ignorou e obliterou as vozes, mentes e corpos dos negros, Hartman desenvolveu o método de “fabulação crítica”, em que combina pesquisa histórica e de arquivo com teoria crítica e narrativa ficcional. Com o seu trabalho, Hartman comprovou a força da imaginação para desafiar e inverter o domínio das vozes e pontos de vista académicos brancos. Esta será uma oportunidade única para ouvir os seus pensamentos influentes sobre o nosso passado-presente.
 
Saidiya Hartman é escritora e académica de estudos afro-americanos. É Professora de inglês e de literatura comparada na Universidade de Columbia em Nova Iorque. 
Local: Auditório BMAG

Créditos das imagens: Renato Cruz Santos
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Imaginários / Sexta-feira, 21 de outubro, 19 horas

Uma História da Aia de Olympia na Poesia Contemporânea — Claudia Rankine

Como é que a poesia e a arte podem restituir e amplificar um objeto remodelado pelo olhar branco ao longo da história? Claudia Rankine partirá da investigação da historiadora de arte Denise Murrell, abordando a Olympia (1863) de Édouard Manet e o conceito de “fabulação crítica” de Saidiya Hartman, como plataformas para discutir o trabalho de poetas e artistas contemporâneos que também veem esta pintura/objeto como lugar de intervenção.

Escritora e investigadora, Claudia Rankine estabelece uma dialética crítico-reativa através da sua obra, conectando eventos históricos e contemporâneos associados à perpetuação do racismo estrutural na cultura americana. É professora de poesia na Universidade de Yale, Connecticut. Em 2016, cofundou o colectivo interdisciplinar The Racial Imaginary Institute (TRII).

Local: Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Imagem: Ricardo De Aratanha

 
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Imaginários / Quinta-feira, 15 de dezembro, 19h00

Outros Antropocenos – O Apocalipse visto da Amazónia — Patrícia Vieira

Como pensar o Apocalipse a partir de uma perspetiva indígena, para quem o fim do mundo é um acontecimento cíclico? A nossa era geológica está profundamente afetada pelo impacto da humanidade, marcada por um colapso ecológico e pelo fim da realidade que conhecemos. A partir da obra de Denilson Baniwa, artista do interior da Amazónia, em diálogo com filmes como Mad Max, Patricia Vieira reflete sobre o Antropoceno com base nas cosmovisões dos povos da Bacia Amazónica.

Patrícia Vieira é investigadora do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, trabalhando sobre Literatura e Cinema Ibéricos e Latino-Americanos, Estudos de Utopia e Humanidades Ambientais. Desde 2020 coordena o projeto ECO – Animais e Plantas em produções Culturais sobre a Amazónia.
Local: Auditório Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Lotação limitada.
Reserva antecipada de bilhete, gratuito, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt. 

Imagem: Revista Amazônia Latitude (fotograma)
 

Imaginários / Sexta-feira, 24 de fevereiro, 19h00

Transcalaridades, Niebla, a gata, e outras formas de dissidência material — Andrés Jaque

Atores improváveis — como os lírios gigantes Victoria Amazonica; Raphael e Bamban, taggados como trabalhadores sexuais brasileiros; Silvio Berlusconi; os condomínios 432 Park Avenue; o vidro ultra claro; grindr; fracking; o smoking Lanvin sem camisa de Kim Kardashian; NO2; Niebla a gata; a cave de Mies e o projecto Clean Heat de Mike Bloomberg—são convocados para reconstruir a história recente da Arquitetura.

Andrés Jaque — arquiteto, escritor, curador e Reitor da da Columbia University Graduate School of Architecture, Planning and Preservation — é um dos iniciadores das abordagens interscalares e transmediais aos estudos urbanos e territoriais. A sua obra explora a arquitetura como o emaranhado da vida, dos corpos, das tecnologias e dos ambientes. Fundou o Office for Political Innovation.
Local: Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett

Lotação limitada.
Reserva antecipada de bilhete, gratuito, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

Imagem: Miguel de Guzmán

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