• Quarta-feira, 18 de maio, às 17h

    Percurso com Ellen Lima: Oby - Gentes verdes

    A Galeria Municipal do Porto está localizada nos jardins do Palácio de Cristal e tem dedicado a sua programação à arte contemporânea, mas também a uma prática artística e de pensamento relacionada com a Botânica. 
     
    No Dia Internacional dos Museus—que coincide com o Dia Internacional do Fascínio pelas Plantas—convidamos a visitar os jardins do Palácio através do olhar e voz da poeta e ativista indígena Ellen Lima. O percurso incitará a uma reflexão sobre temporalidade ancestral e contemporânea, mas também a pensar perspetivas não ocidentais de entendimento e relacionamento com a Natureza.
    A participação requer a inscrição, gratuita, através do email galeriamunicipal@agoraporto.pt.

    Image: Ellen Lima
  • Concertos Comentados / Sábado, 28 de maio, 19h

    Sun Oddly Quiet — João Pais Filipe

    O músico e escultor João Pais Filipe apresenta o seu processo de criação e exploração do som através de uma sessão com instrumentos de percussão, muitos deles concebidos e construídos por si. Ao explorar a relação entre materiais, gestos e sons, João Pais Filipe revela como os ecos das suas viagens por África, Ásia e América do Sul se manifestam através de cadências heterogéneas e complementares e mantras sonoros. 
     
    João Pais Filipe é percussionista e escultor de som. Desenvolve a sua atividade artística no Porto, onde constrói instrumentos de percussão metálicos, como gongos e címbalos, explorando as suas propriedades escultóricas e acústicas. 
    Local: Sala A, Arda Recorders
    Rua de Pinto Bessa, 122. Armazém 12, 4300-427 Porto

    Para participar deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. 
     
    Reserva antecipada através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

    Classificação etária: Maiores de 6 anos.
  • Concertos Comentados / Domingo, 19 de junho, 21h

    Black Med, Chapter IV & VI — Invernomuto

    Inspirada na teoria do “Atlântico Negro” de Paul Gilroy, que vê o oceano Atlântico como o reflexo de um sistema político e cultural assente na socioeconomia da escravidão, a historiadora Alessandra Di Maio definiu o “Mediterrâneo Negro” como território de subordinação, opressão racial e disputa geopolítica. A partir destas teorias, os Invernomuto criaram Black Med, um projeto de sessões de DJ set onde textos e referências dialogam com peças sonoras, agrupadas em temáticas como migração, periferia, interespécies ou alternativas à tecnologia. Black Med, Chapter IV inclui um desvio pelo Golfo Pérsico e Black Med, Chapter VI foi criado a partir do ensaio “Mediterraneans” de David Abulafia.
     
    Invernomuto (Simone Bertuzzi e Simone Trabucchi) é um duo artístico cujo trabalho entrecruza som e imagem em movimento, englobando escultura, performance e publicações. Em Black Med intercetam trajetórias sónicas que cruzam o Mediterrâneo, registando o seu movimento e absorvendo as suas narrativas.
    Local: Concha Acústica, Jardins do Palácio de Cristal

    Concerto organizado em colaboração com o Sismógrafo.

    Imagem: Jim C. Nedd, 2018

    Classificação etária: Maiores de 6 anos.
  • Imaginários / Quarta-feira, 22 de junho, 19h

    A História Recontada — Saidiya Hartman

    A académica Saidiya Hartman tem contado as histórias não contadas de vidas negras. Enfrentando o vazio deixado por séculos de historiografia que ignorou e obliterou as vozes, mentes e corpos dos negros, Hartman desenvolveu o método de “fabulação crítica”, em que combina pesquisa histórica e de arquivo com teoria crítica e narrativa ficcional. Com o seu trabalho, Hartman comprovou a força da imaginação para desafiar e inverter o domínio das vozes e pontos de vista académicos brancos. Esta será uma oportunidade única para ouvir os seus pensamentos influentes sobre o nosso passado-presente.
     
    Saidiya Hartman é escritora e académica de estudos afro-americanos. É Professora de inglês e de literatura comparada na Universidade de Columbia em Nova Iorque. 
    Local: Auditório BMAG

    Para participar deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento no balcão da GMP. 
     
    Reserva antecipada através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.
  • ping! / escolas / 4, 5 e 6 de maio

    Workshop #GIFmeback, com Catarina Simão e Marílio Wane

    Mapas, gráficos, cruzes e padrões; Máscaras, esculturas africanas, tambores, timbilas e mbiras; Sisal, algodão, peles e cornos de animais; Sementes e espécies vegetais trazidos de Angola, da Guiné e de Moçambique; E ainda pavões nos jardins, palhotas na ilha do lago, pessoas exibidas num zoo-humano...a desumanização, a mudança, a justiça e a reparação. O workshop GIFmeback# propõe um jogo de conversas e de criação de imagens digitais, que tem raiz na Escola Secundária Infante D.Henrique, e que se estenderá até aos jardins do Palácio de Cristal e ao arquivo de um evento que aí teve lugar em 1934, a Primeira Exposição Colonial Portuguesa. Pelo meio, algumas histórias e investigações de outros lugares e de outras cidades, como Maputo ou como Lamego acabarão por se encontrar e cruzar caminho, aqui e agora.


    Trabalhando entre Portugal e Moçambique e investigando arquivos nacionais e privados que preservam o passado colonial, anticolonial de Moçambique, a artista Catarina Simão questiona a tutela e difusão da memória histórica e política. Com base em investigações prolongadas, e que implicam muitas vezes parcerias em coletivo e formas diversas de apresentação ao público. Fortemente influenciada por narrativas da história e pela noção de Arquivo, Simão tem-se dedicado particularmente à história contemporânea de Moçambique. É nesse contexto que desenvolveu projetos como o Mozambique Institute Project (Museu Reina Sofia, 2014) ou o documentário Djambo (DOCTV-CPLP 2016, c/ Chico Carneiro). Trabalhando nas áreas da programação de cinema, música, teatro e artes plásticas, Simão colaborou com a Fundação de Serralves, Porto; Manifesta 8, Murcia; Africa.cont; Museo Reina Sofia, Madrid, Ashkal Alwan, Beirut; New Museum, New York; Garage Museum, Moscovo; e Galerias Municipais de Lisboa, entre outros.

    Marílio Wane, nascido na Cidade da Beira, em Moçambique, é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (Brasil) e Mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (Brasil). Desde 2007, actua como pesquisador na área de Etnomusicologia no ARPAC-Instituto de Investigação Sócio-Cultural, órgão subordinado ao Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique. Paralelamente à larga experiência de pesquisa de campo, neste período, tem desenvolvido diversas actividades no âmbito da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Intangível da Unesco, de 2003, em território nacional e em países como Angola, Brasil, Zimbabwe e Argélia. 
    Atualmente, faz o curso de Doutorado em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa (Portugal). No seguimento das suas áreas de interesse temático, passou a atuar, a partir de 2018, como representante do ICTM – International Council for Traditional Music - em Moçambique.
    Direcionado ao público escolar.

    Cada workshop é destinado a uma única turma.
  • Pastos e Pastos / Sábado, 9 julho, 10-13h

    Plantas insubmissas — A Recoletora

    A Recolectora propõe uma ação participativa de pesquisa, catalogação e mapeamento de plantas silvestres comestíveis – vulgarmente designadas por “ervas daninhas” – ao para resgatare de conhecimentos ancestrais e contemporâneos. Recorrendo a uma lógica didática e à exploração, redescobre-sem a cidade através da recoleção e da deambulação pelos territórios do baldio urbano.
     
    A Recoletora (Maria Ruivo e Alexandre Delmar com Fernanda Botelho) reúne botânicos, nutricionistas, chefs, artistas e designers num projeto colaborativo itinerante que pretende recuperar plantas comestíveis selvagens e reintegrá-las nas nossas dietas e hábitos alimentares.
    Local: Vários espaços da cidade
     
    A participação requer a inscrição, gratuita, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

    Créditos das imagens: Alexandre Delmar / A Recoletora
  • Ciência é Arte / Sexta-feira, 22 de julho, 19h

    A Amiga da Onça — Patricia Saragüeta

    A reprodução é uma das características principais dos organismos vivos. Em muitos mamíferos, a superfície do útero contém o endométrio, um tecido maleável que permite a formação da placenta,  fornecendo nutrientes, oxigénio e todos os elementos necessários à sobrevivência e ao desenvolvimento de uma nova vida. O endométrio também redireciona as células de ADN, que interagem com o embrião para formar um novo ser. Na sua apresentação, a cientista, poeta e artista Patricia Saragüeta, irá refletir sobre a importância de estudar os aspectos 3D do ADN endometrial para compreender e melhorar a reprodução e conservação entre humanos e onças.
    Local: Galeria da Biodiversidade

    Para participar deve levantar o bilhete gratuito (máximo 2 por pessoa) até 15 minutos antes do início do evento. 
     
    Reserva antecipada através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

    Créditos da imagem: Three transcription factors in search of the right enhancers. La Greca et al., eLife 2022;11:e66034 DOI: 10.7554/eLife.66034 Image by Maruki Nowaki 
  • ping! / Escolas / Sábado, 23 de julho, das 10 às 17 horas

    Workshop com Paula Pin: BIO.TRANS.LAB

    O workshop proposto por Paula Pin, insere-se no projeto Bio-trans-lab, um dos módulos da plataforma hackteria.org. Materializado numa carrinha, a CyanoVan é um laboratório de ciências nómada, aberto à experimentação com o corpo e a tecnologia, numa lógica de aprender fazendo. O projecto móvel, que tem percorrido o mundo, procura disseminar e ativar processos científicos abertos à comunidade, trazendo o laboratório queer transhackfeminista ao espaço dos jardins do Palácio de Cristal.

    A prática da artista e ativista Paula Pin combina ciência, a biologia e as identidades queer na realização de projetos que assumem a forma de esculturas interativas, instalações, performances, caminhadas e experiências de laboratório, nas quais o corpo se relaciona de formas inusuais com o mundo.
    Pin organiza workshops techno-feministas e colabora desde 2012 na extensa rede de bio-hack, Hackteria (que une corpo e natureza). Pin colaborou com instituições como o CERN (European Organization for Nuclear Research), Geneva; Bergen Assembly; Hangar, Barcelona e KASK, Gant.
    Local: Jardins do Palácio de Cristal

    Cada workshop é destinado a uma única turma.
     
    Imagem: Paula Pin
  • Concertos Comentados / Sexta-feira, 30 setembro, 19h30

    Gestos Invisíveis — Nkisi

    Nkisi explora a gestualidade como uma forma de escrita espacial cujo poder se expande na dimensão do invisível, através das propriedades dinâmicas e responsivas do som no contexto da improvisação. A partir destes movimentos geradores de discurso, Nkisi investiga as complexas articulações entre a natureza da memória, o pensamento abstrato e a infinita realidade dos mundos fractais. Integrada no âmbito do seu projeto The Secret Institute, a performance sonora Invisible Gestures, invoca as forças ancestrais da natureza e do cosmos através do contínuo estudo do movimento das mãos, aliado à improvisação na performance ritual, amplificada por sons, invocações e ritmos.
     
    Nkisi (Melika Ngombe Kolongo) é música eletrónica, produtora e artista e as suas performances justapõem ritmos africanos, os maneirismos agressivos de dança europeus e melodias do sintetizador, reordenando a hierarquia dos sentidos para descobrir como o corpo e a memória são afetados por sons e ritmos.
    Local: Concha Acústica, Jardins do Palácio de Cristal

    Créditos da imagem: Alan Sahin

    Classificação etária: Maiores de 6 anos.
  • ping! / escolas / 11 de maio

    Percurso com Pablo Berástegui

    Produtor cultural, Pablo Berástegui é diretor do projeto de fotografia documental Salut au monde!, com sede no Porto. Foi diretor do Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais PhotoEspaña. Foi também Diretor Geral de San Sebastián 2016 Capital Europeia da Cultura, Diretor de La noche en blanco de Madrid e responsável pelos espaços culturais Matadero Madrid e Centro Conde Duque (2013). Atualmente leciona nos cursos de gestão cultural e curadoria de diferentes faculdades em Espanha.
    Direcionado ao público escolar.
     
    Cada workshop é destinado a uma única turma.

    Imagem: Sérgio Lopes.
  • ping! / escolas / 17 de maio

    Percurso com Lola Rodrigues

    Lola Rodrigues nasceu no Brasil em Curitiba, estuda e trabalha no Porto. Atualmente dedica o seu tempo ao mestrado de curadoria pela Universidade de Belas Artes do Porto e a trabalhos relacionados a curadoria e a música, tendo também um projeto musical chamado SoundPreta. Enquanto curadora, Lola tem um olhar e um interesse voltado para as artes visuais de artistas da Diáspora Africana e sua representatividade, como Dj, Lola incorpora o papel de contadora de histórias e para cada set prioriza músicas de artistas mulheres, negras e da comunidade LGBTQ+. É ativista política pertence à UNA - União NEGRA das Artes uma iniciativa, que surge no âmbito da luta antirracista e da afirmação da negritude em Portugal.
    Direcionado ao público escolar.
     
    Cada workshop é destinado a uma única turma.

    Imagem: Gadutra
  • ping! / escolas / 26 de maio

    Workshop Terrários de Cristal, com Samuel Wenceslau

    O artista Samuel Wenceslau tem vindo a fazer incursões aos jardins do Palácio de Cristal para construir uma interpretação arquitetónica e poética do lugar, mas também para recolher plantas que possam germinar no interior de uma caixa wardiana – terrário oitocentista que recria um ecossistema particular. O workshop irá construir micro-paisagens, enclausuradas por uma estrutura de ferro e vidro, na qual os participantes poderão acrescentar imagens que revisitam a Primeira Exposição Colonial Portuguesa para refletirem sobre ideia de posse e da exposição forçada e ainda, objetos domésticos como metáfora aos relicários e coleções pessoais. Que tensões surgirão destes Terrários de Cristal onde coabitam o domínio colonial de corpos e a ideia de beleza das formas naturais?

     
    O artista Samuel Wenceslau tem um profundo interesse pela natureza, em particular pela botânica brasileira, explorando formas e linhas orgânicas em colagens, desenhos, fotografias, pinturas, objetos e outras criações gráficas. Sendo também diretor artístico e produtor do Coletivo Kebraku, Wenceslau criou o Studiolo Gráfico, um inventário gráfico de formas naturais da flora da América do Sul e, mais recentemente, da Europa. "As minhas chapas têm aparência de botânica, mas as classificações que usei são todas imaginadas", afirma. Além da vertente técnica, demarca-se da botânica tradicional pela recusa da perfeição. Não procura folhas ou flores que estejam intactas, mas aquelas que mostram a "interferência do tempo e da natureza".
    Direcionado ao público escolar.
     
    Cada workshop é destinado a uma única turma.
  • Visitas-Pavão

    Visitas-Pavão

    Para participar nas Visitas-Pavão podem inscrever-se todas as turmas interessadas, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.
    Quartas e quintas-feiras, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas
     
    Duração: 90 min. 
  • Em contínuo

    Podcasts com Mariana Sardon

    Mariana Sardon vive e trabalha na cidade do Porto. Licenciada em Tecnologias da Comunicação Multimédia, na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto e mestre em Música Interativa e Design de Som, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Dedica-se às artes visuais e sonoras e investiga arquivos de audio e de imagem. Interessa-se pelos processos técnicos de registo da memória visual e sonora, que explora ao nível ao performance ou da instalação. Actualmente dá também formação em workshops de eletrónica
    direccionada para a construção de objectos de criação sonora. 

loading

Assine a nossa newsletter