• Concertos Comentados / Sexta-feira, 30 setembro, 19h30

    Gestos Invisíveis — Nkisi

    Nkisi explora a gestualidade como uma forma de escrita espacial cujo poder se expande na dimensão do invisível, através das propriedades dinâmicas e responsivas do som no contexto da improvisação. A partir destes movimentos geradores de discurso, Nkisi investiga as complexas articulações entre a natureza da memória, o pensamento abstrato e a infinita realidade dos mundos fractais. Integrada no âmbito do seu projeto The Secret Institute, a performance sonora Invisible Gestures, invoca as forças ancestrais da natureza e do cosmos através do contínuo estudo do movimento das mãos, aliado à improvisação na performance ritual, amplificada por sons, invocações e ritmos.
     
    Nkisi (Melika Ngombe Kolongo) é música eletrónica, produtora e artista e as suas performances justapõem ritmos africanos, os maneirismos agressivos de dança europeus e melodias do sintetizador, reordenando a hierarquia dos sentidos para descobrir como o corpo e a memória são afetados por sons e ritmos.
    Local: Concha Acústica, Jardins do Palácio de Cristal

    Performers: 
    Nala Revlon
    Ngbangba Ngombe Fungu
    Rui Braga

    Créditos da imagem: Alan Sahin

    Classificação etária: Maiores de 6 anos.
  • ping! / escolas

    Workshop Terrários de Cristal, com Samuel Wenceslau

    O artista Samuel Wenceslau tem vindo a fazer incursões aos jardins do Palácio de Cristal para construir uma interpretação arquitetónica e poética do lugar, mas também para recolher plantas que possam germinar no interior de uma caixa wardiana, um terrário oitocentista que recria um ecossistema particular.
    No workshop construiram-se micropaisagens, enclausuradas por uma estrutura de ferro e vidro, onde os participantes acrescentaram imagens que revisitam a Primeira Exposição Colonial Portuguesa. Aqui, refletiu-se sobre ideias de posse e de exposição de corpos, mas também sobre objetos domésticos como metáfora para os relicários e coleções pessoais. Em última estância, procurou-se discutir temas como o domínio colonial dos corpos e lógicas padronizadas de beleza e de natureza através destes Terrários de Cristal.

     
    O artista Samuel Wenceslau tem um profundo interesse pela natureza, em particular pela botânica brasileira, explorando formas e linhas orgânicas em colagens, desenhos, fotografias, pinturas, objetos e outras criações gráficas. Sendo também diretor artístico e produtor do Coletivo Kebraku, Wenceslau criou o Studiolo Gráfico, um inventário gráfico de formas naturais da flora da América do Sul e, mais recentemente, da Europa. "As minhas chapas têm aparência de botânica, mas as classificações que usei são todas imaginadas", afirma. Além da vertente técnica, demarca-se da botânica tradicional pela recusa da perfeição. Não procura folhas ou flores que estejam intactas, mas aquelas que mostram a "interferência do tempo e da natureza".
    Direcionado ao público escolar.
     
    Cada workshop é destinado a uma única turma.
  • ping! / escolas

    Percurso com Pablo Berástegui

    Com objetivo de dar a conhecer o lado mais a norte do Bonfim aos pings!, o percurso Exodus mostrou um bairro que se tem vindo a tornar lugar de residência e de trabalho para um número crescente de artistas. Este fluxo urbano, que cruza ruas como a da Alegria, Anselmo de Braamcamp ou Santos Pousada, é acompanhado pela abertura de novos projetos e espaços culturais independentes, mas não só. A visita deu a conhecer um conjunto de criadores e os seus projetos, que se materializam em escalas e estruturas diferenciadas, complementando e contribuindo para o bairro. 

    Produtor cultural, Pablo Berástegui é diretor do projeto de fotografia documental Salut au monde!, com sede no Porto. Foi diretor do Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais PhotoEspaña. Foi também Diretor Geral de San Sebastián 2016 Capital Europeia da Cultura, Diretor de La noche en blanco de Madrid e responsável pelos espaços culturais Matadero Madrid e Centro Conde Duque (2013). Atualmente leciona nos cursos de gestão cultural e curadoria de diferentes faculdades em Espanha.
    Direcionado ao público escolar.
     
    Cada workshop é destinado a uma única turma.
  • Sábado, 8 de outubro, das 10 às 13 horas

    A Fundo na Paisagem — Workshop por Landra

    O que separa um pátio de cimento de uma abundante agrofloresta? Para entrar terra adentro é preciso, antes de mais, saber-se que um pode vir a ser o outro. A proposta de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho é que se levantem lajes e se pique o alcatrão, se peneire cascalho, adicione matéria orgânica, prepare compostos sólidos e líquidos, devolva os micro-organismos em falta e se semeie o amanhã.
     
    Nisto, é necessário pensar sobre como é que o que comemos hoje se impõe sobre a paisagem que virá. Vamos então provar um futuro próspero com receitas à base de bolota e de outros alimentos provenientes da Landra, uma agrofloresta que emerge de um carvalhal. 
     
    Entretanto, a vida toma o seu próprio curso fazendo avançar a implacável sucessão ecológica rumo à floresta milenar. Acumulam-se ciclos de abundância crescente e lá vai a paisagem, sendo o que pode, transformada pelas nossas ações, mas principalmente informada pelo que não se vê e que vive mesmo debaixo dos nossos pés. 
     
     
    Local: Pátio do CCOP (Círculo Católico de Operários do Porto, Rua Duque de Loulé, 202)

    Para participar no workshop deve inscrever-se previamente. 

    A seleção dos participantes será feita por ordem de inscrição, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.

    Landra é o nome dado à terra e à prática de Sara Rodrigues e Rodrigo B. Camacho, prestando homenagem às bolotas, chamadas de Landras no Noroeste Ibérico. A dupla revê nelas uma cultura de autonomia, de soberania e de auto-suficiência que procura recuperar, alinhando-se com uma prática de viver e fazer em sintonia com os ritmos e ciclos naturais.

    "A Fundo na Paisagem" conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, uma residência artística do Coliseu do Porto e uma mostra no novo Mercado do Bolhão a partir do dia 19 de setembro.
  • 13 de outubro, das 19 às 21 horas

    Sessão Pública: Companhia, Afinidade, União, por Hana Lee Erdman

    O que é uma relação? São simétricas ou necessariamente desequilibradas? Podem as relações ser frutíferas apesar de a comunicação parecer impossível? Ou podemos aprender com outros — animais, coisas, espíritos — através de outros meios — intimidade, toque, entrelaçamento, tempo ou afastamento?
     
    Através das suas práticas artísticas, a bailarina e coreógrafa americana Hana Erdman explorou as relações interespécies, as formas de companheirismo e afinidade e nesta apresentação irá conduzir-nos a mundos que estão escondidos à vista do todos, que não podem ser vistos mas apenas sentidos, experienciados mas não denominados.
    Sessões públicas de entrada livre, sujeita à lotação da sala. Mais informações em plaka.porto.pt.
     
    O curso Pláka "O clima, a inquietação, a dança", orientado por Mårten Spångberg, contará com as contribuições das coreógrafas e bailarinas Anne Juren e Hana Lee Erdman e integra um conjunto de sessões públicas de acesso gratuito na Galeria Municipal do Porto:
     
    –29 de setembro, 19h-21h
    'Anatomias fantásmicas', por Anne Juren.
    –13 de outubro, 19h-21h
    'Companhia, Afinidade, União', por Hana Lee Erdman.
    –15 de outubro, 17h-21h
    'O clima, a inquietação, a dança', por Mårten Spångberg com Hana Lee Erdman.
  • 15 de outubro, das 17 às 21 horas

    Sessão Pública: O clima, a inquietação, a dança, por Mårten Spångberg com Hana Lee Erdman

    Entre pessoas e matéria, respiração e vento, sentimentos e lembranças, A crise climática, a inquietação, a dança, curso orientado pelo coreógrafo Mårten Spångberg, reimagina o humano num mundo mais-do-que-humano e não-mais-do-que-humano. Um grupo que se desintegra e um encontro que o mantém unido, dançando sob imagens e assumindo energias partilhadas por nenhuma razão em especial. Os implicados são apanhados juntos em formas de vida entrelaçadas, construindo a partir de interseções corporais entre horizontes fúngicos, parentescos, comunicação interespécies, um coletivo falhado e um edifício vazio dedicado à educação. Ao interrelacionar diferentes estratos de ser místico, fantásmico, corriqueiro, atencioso, abastado e indiferente há existências que emergem, tornando-se mais e mais envolvidas em questões que se debruçam sobre o que significa ser humano.

    Depois de passar oito dias em comunidade, o grupo dá a conhecer as suas formas de pertença, deixando as suas paisagens ressoar com estar no mundo, ausência do mundo e desconexão, de modo a imaginar, sem procedimentos envolvidos, respostas para as quais não há perguntas relevantes. Esta situação, ocasião, espetáculo de dança ou talvez luto coletivo, dura aproximadamente três horas e meia e é o resultado de um processo de trabalho de grupo, preocupado com as relações entre ansiedade climática, dança, o chamado afeto e a possibilidade de imaginar diferentes formas de mentalidades ecológicas. 
    Sessões públicas de entrada livre, sujeita à lotação da sala. Mais informações em plaka.porto.pt.
     
    O curso Pláka "O clima, a inquietação, a dança", orientado por Mårten Spångberg, contará com as contribuições das coreógrafas e bailarinas Anne Juren e Hana Lee Erdman e integra um conjunto de sessões públicas de acesso gratuito na Galeria Municipal do Porto:
     
    –29 de setembro, 19h-21h
    'Anatomias fantásmicas', por Anne Juren.
    –13 de outubro, 19h-21h
    'Companhia, Afinidade, União', por Hana Lee Erdman.
    –15 de outubro, 17h-21h
    'O clima, a inquietação, a dança', por Mårten Spångberg com Hana Lee Erdman.
  • Visitas-Pavão

    Visitas-Pavão

    Para participar nas Visitas-Pavão podem inscrever-se todas as turmas interessadas, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.
    Quartas e quintas-feiras, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas
     
    Duração: 90 min. 
  • Em contínuo

    Podcasts com Mariana Sardon

    Mariana Sardon vive e trabalha na cidade do Porto. Licenciada em Tecnologias da Comunicação Multimédia, na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto e mestre em Música Interativa e Design de Som, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Dedica-se às artes visuais e sonoras e investiga arquivos de audio e de imagem. Interessa-se pelos processos técnicos de registo da memória visual e sonora, que explora ao nível ao performance ou da instalação. Actualmente dá também formação em workshops de eletrónica
    direccionada para a construção de objectos de criação sonora. 

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