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Quinta-feira, 23 de abril, entre as 10 e as 18 horasProjeção de Computer Poems, de Silvestre Pestana
No contexto do programa público da exposição Colapso, do artista Silvestre Pestana, e integrada na celebração conjunta do 25.º Aniversário do edifício da Galeria Municipal do Porto e da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, é apresentada a série Computer Poems, realizada pelo artista entre 1981 e 1983.Os Computer Poems são um conjunto de três poemas visuais gerados pelos primeiros microcomputadores, o Spectrum e o Sinclair ZX81. Tratam-se de obras pioneiras da poesia visual através de dispositivos tecnológicos, desenvolvidas no rescaldo da revolução de 1974 e dos experimentalismos levados a cabo no âmbito do grupo PO-EX (Poesia Experimental Portuguesa), no final da década de 1960.Silvestre Pestana dedica cada um destes Computer Poems a três artistas com grande influência sobre o seu trabalho — E. M. de Melo e Castro e Henri Chopin —, figuras determinantes no campo da poesia visual, experimental e concreta, e ainda Julian Beck, poeta, ator e encenador vanguardista, fundador do histórico Living Theatre.
Obras:Silvestre PestanaComputer Poem para ZX81 dedicado a E.M. Melo e Castro, 1981Vídeo, p/b, s/som, 4:3, 3’55’’.Ed.1/3Silvestre PestanaComputer Poem para ZX81 dedicado a Henri Chopin, 1982Vídeo, p/b, s/som, 4:3, 4’51’’.Ed.1/3Silvestre PestanaComputer Poem para Spectrum dedicado a Julian Beck, 1983Vídeo, p/b, s/som, 4:3, 2’38’’.Ed.1/3Obras doadas pelo artista à Coleção da Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea, Porto, em 2022.A sessão de projeção decorre durante todo o dia, em loop, entre as 10h00 e as 18h00.
Local: Auditório BMAG
Entrada gratuita
Imagem:
Silvestre PestanaComputer Poem para ZX81 dedicado a Henri Chopin, 1982Vídeo, p/b, s/som, 4:3, 4’51’’.Ed.1/3 -
Abril Febril: 25.04.2026Abril Febril: Carme López, emmy Curl, Fidju Kitxora e La Familia Gitana
Abril Febril é uma homenagem à fervorosa atmosfera de Abril de 1974.Na sua terceira edição na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, a Galeria Municipal do Porto reúne uma série de projetos musicais que abraçam o imaginário da época e ensaiam o que esse período pode significar hoje.O programa apresenta a experimentação da música folclórica galega de Carme López; a reinterpretação da música celta e transmontana de emmy Curl; os ritmos da diáspora africana de Fidju Kitxira; e a cultura e música cigana de La Família Gitana, explorando várias possibilidades do que se entende como música tradicional.Créditos da imagem: Mariana Silva -
Sábado, 25 de abril, às 18 horasAbril Febril: Carme López
Ao explorar várias possibilidades do que se entende por música tradicional, o evento começa com a performance de Carme López, artista galega cujos projetos mais recentes incidem na experimentação de novas possibilidades para a gaita de foles, afastando-se dos contextos tradicionais para criar paisagens sonoras densas e singulares.
Entrada gratuita.
Natural da Galiza, Carme López é artista, docente e investigadora na área da música de tradição oral galega. Nos seus projetos mais recentes, tem explorado novas possibilidades sonoras para a gaita de foles, afastando-se dos contextos tradicionais para criar paisagens sonoras mais densas e experimentais. Através desta abordagem, propõe também uma reflexão crítica sobre as associações históricas entre o instrumento e o género masculino, afirmando uma linguagem artística própria.
Fez parte de grupos musicais como Os Minhotos, Raiceira ou a Orquestra Folclórica Galega Sondeseu, com quem lançou vários registos gravados e participou em vários concursos de música tradicional — de gaita de foles a solo, em quarteto e canto —, tendo conquistado diferentes prémios. A solo, Carme López lançou recentemente Quintela (2024), um registo de música experimental com gaita de foles, assim como Vinde todas (2024), o seu primeiro álbum enquanto Carmela, onde retrata a realidade efervescente da música tradicional na Galiza, unindo o passado e o presente.
Imagem: Eva Pombo -
Sábado, 25 de abril, às 20 horasAbril Febril: Fidju Kitxora
A terceira apresentação de Abril Febril fica a cargo do coletivo Fidju Kitxora, convidando o público a embarcar numa viagem em constante transformação: do calor do funaná ao groove do semba, das síncopes do kuduro e do afro-house às fusões inesperadas com gravações de campo, sintetizadores etéreos, samples vocais e batidas poderosas.
Entrada gratuita.
Fidju Kitxora é um coletivo nascido entre Lisboa e Cabo Verde que mistura ritmos da diáspora africana. A sua música é uma viagem em constante transformação: do calor do funaná ao groove do semba, das síncopes do kuduro e do afro-house, às fusões inesperadas com gravações de campo, sintetizadores etéreos, samples vocais e batidas poderosas.
A natureza enigmática do projeto acrescenta uma camada cativante às suas performances, onde a imprevisibilidade e a exploração sonora criam uma experiência imersiva. Com o álbum de estreia Racodja (2024), Fidju Kitxora garantiram o seu lugar na cena musical portuguesa e iniciaram a sua projeção internacional, com uma agenda repleta de concertos em Portugal e no estrangeiro, em festivais de renome como o Tallinn Music Week, Festival Sinsal (Vigo), FMM (Sines), Mercat de Música Viva de Vic, BAM Barcelona, Transmusicales de Rennes e Eurosonic (Países Baixos).
Imagem: Fidju Kitxora -
Sábado, 25 de abril, às 21 horasAbril Febril: La Família Gitana
Para terminar Abril Febril, o palco será de La Família Gitana, um grupo de jovens músicos do Bairro do Fim do Mundo, em Cascais, unidos por laços de sangue, mas também pelo orgulho e prazer que têm em levar a música, a cultura e a tradição cigana mais longe.
Entrada gratuita.
La Familia Gitana são um grupo de jovens músicos do Bairro do Fim do Mundo, em Cascais, unidos por laços de sangue, mas também pelo orgulho e prazer que têm em levar a música, a cultura e tradição cigana mais longe. Ari foi impulsionador deste sonho. Atrás da sua guitarra chegou a de Rui, seguindo-se os cajons de Hugo e BA, a voz de Ângelo e, mais recentemente, o teclado de Moisés. Inspirados pela herança dos seus pais e tios – com quem tantas vezes sobem a palco – decidiram transformar momentos de convívio em gestos de partilha com outros públicos.
No seu percurso, contam hoje com participações em diferentes festivais, e ainda uma colaboração com o poeta e artista António Poppe, que os levou à Fundação Calouste Gulbenkian. La Familia Gitana tem vindo a criar um caminho envolto nas tradições, mas também na mistura entre diferentes expressões culturais, artísticas e sociais, que assenta no poder da música para desconstruir preconceitos e ligar as pessoas.
Imagem: Filipe Gonçalves -
Sábado, 25 de abril, às 19 horasAbril Febril: emmy Curl
A segunda atuação de Abril Febril é de emmy Curl, que apresenta o seu último registo, “Pastoral” – um disco que é uma homenagem à herança cultural do folclore português, uma celebração de coragem e amor em tempos difíceis.
Entrada gratuita.
Nascida e criada nas altas montanhas de Vila Real, emmy Curl traz à vida as antigas melodias do folclore transmontano e celta que durante muito tempo permaneceram esquecidos. A artista dedica-se a valorizar e a respeitar o património cultural português, incorporando o lado moderno e o seu estilo de interpretação nas complexas camadas rítmicas e harmónicas destas tradições.
Com o seu último registo – Pastoral (2024) –, emmy Curl venceu o Prémio José Afonso em 2025.Mais do que um álbum, este disco é uma homenagem à herança cultural do folclore português, uma celebração de coragem e amor em tempos difíceis e um convite aos ouvintes e amantes de música para se perderem e deixarem envolver pela atmosfera pastoral, que ecoa como as vozes das montanhas que a rodeiam.
Imagem: Andreas Sidenius -
30 de abril, às 19h00Conversas de Galeria: Sara Barros Leitão
Sara Barros Leitão é a convidada do mês de abril das Conversas de Galeria.
Sara Barros Leitão nasceu no Porto, em 1990 é atriz, encenadora e dramaturga e trabalha regularmente em televisão, cinema e teatro. Nos últimos anos tem trabalhado frequentemente como atriz nos Teatro Nacional São João, Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), com encenadores como Nuno Carinhas ou Tiago Rodrigues. Como encenadora e criadora, destacam‐se as encenações dos concertos Trilogia das Barcas (2018), de Gil Vicente, e Rei Lear (2019) de William Shakespeare, coproduzidos pelo CCB e Toy Ensemble; as criações Teoria das Três Idades (2018), coproduzida pelo Teatro Experimental do Porto e Teatro Municipal do Porto, eleito um dos espetáculos do ano pelo Jornal Público, Todos Os Dias Me Sujo De Coisas Eternas (2019), a partir de um trabalho de investigação sobre a toponímia portuense, apresentado no projecto Cultura em Expansão, e Monólogo de uma mulher chamada Maria com a sua patroa (2020), eleito um dos espetáculos do ano pelo Jornal Público, Melhor Espetáculo da Cidade de Lisboa pela revista Time Out, nomeado para Melhor Espetáculo nos Globos de Ouro 2022 e nomeado Melhor Texto Português Representado nos Prémios SPA – Sociedade Portuguesa de Autores. Foi a vencedora da primeira edição do Prémio Revelação do TNDMII/AGEAS. Foi diretora artística convidada do Teatro Oficina. Em 2020, fundou a estrutura artística Cassandra, que dirige, para desenvolver os seus projetos.
Entrada gratuita.
Créditos fotográficos: Joana Correia -
Sábado, 2 de maio, às 15h (PT) e 16h (EN)Visitas guiadas às três exposições
Saibam mais sobre as três exposições patentes na GMP, através de visitas guiadas pela equipa da GMP.15:00: Visita em português
16:00: Visita em inglês
Participação gratuita
Visitas para escolas e grupos organizados mediante agendamento: galeriamunicipal@agoraporto.pt -
Inauguração: 16.05.2026Comissão para o terreiro: Pia Camil
Em 2026, a convidada para a instalação no terreiro exterior da Galeria Municipal é a artista Pia Camil (Cidade do México, 1980). Pensada especificamente para o contexto da cidade do Porto, vai ser concebida uma instalação têxtil de grande escala, composta por peças de roupa de segunda mão recolhidas em diálogo com a população da cidade, criando um lugar para ser observado e habitado pelo público. Num cruzamento entre obra de arte e espaço lúdico, a instalação reflete as investigações de Pia Camil, focadas nas relações das práticas colaborativas abordando temas como o mundo da indústria têxtil e a forma como funcionam como repositórios de informações culturais e um retrato da consciência coletiva.Curadoria: João Laia
Terreiro em frente à GMP.
Créditos da imagem: Keith Hunter, cortesia de Tramway. -
30 de maio, às 10:30 horasCaminhada pelas paisagens do sargaço na Apúlia, com Álvaro Campelo e Eunice Pais
Nesta caminhada, acompanhada pelo antropólogo Álvaro Campelo e pela artista Eunice Pais, falaremos sobre o modo como a apanha do sargaço moldou a paisagem e a comunidade local da Apúlia, estabelecendo uma relação entre a exposição Pele do Mar e este território.
Esta atividade convida à descoberta das Paisagens do Sargaço, entendidas como resultado de práticas tradicionais, memórias coletivas e vivências culturais que continuam a marcar este território.Participação gratuita.
Álvaro Campelo é doutorado em Antropologia / História das Religiões (Sorbonne Paris IV). É Professor Associado na Universidade Fernando Pessoa e foi Diretor e Coordenador Científico do Centro de Estudos de Antropologia Aplicada (1999-2007). Tem desenvolvido pesquisa no âmbito da teoria antropológica, no património cultural imaterial, antropologia da religião, antropologia do género, antropologia do espaço. Nos últimos anos, com a docência de antropologia e sociologia da saúde, tem desenvolvido e coordenado pesquisa de terreno neste campo e coordenado vários projetos sobre Património Cultural Imaterial e Museológico. É Diretor da revista de cultura Mealibra. -
Sábado, 6 de junho, às 15h (PT) e 16h (EN)Visitas guiadas às três exposições
Saibam mais sobre as três exposições patentes na GMP, através de visitas guiadas pela equipa da GMP.15:00: Visita em português
16:00: Visita em inglês
Participação gratuita
Visitas para escolas e grupos organizados mediante agendamento: galeriamunicipal@agoraporto.pt -
Inauguração: 11.07.2026Exposição: Lydia Ourahmane
Lydia Ourahmane (1992, Saïda, Argélia) é uma artista conceptual. A sua prática inclui instalações, esculturas, imagens em movimento e obras sonoras pensadas para envolver público e comunidades, criando situações que transcendem as das paredes da instituição, enquanto negociam os termos dentro dela. Na Galeria Municipal irá apresentar uma nova versão da instalação Per Voce (2025), desenvolvida em colaboração com sua irmã Sarah Ourahmane, compositora e música. A obra consiste numa partitura composta a partir da arquitetura e da acústica da sala de exposição, para ser interpretada por cantores com deficiência visual.Curadoria: Krist Gruijthuijsen
Piso 1
Imagem: Per voce, Lydia Ourahmane, Castello di Rivoli, Itália (2025) -
Inauguração: 11.07.2026Exposição: Augustas Serapinas
Pela primeira vez em Portugal, o artista Lituano Augustas Serapinas (1990, Vilnius, Lituânia) apresenta uma instalação de grande escala, que transforma o espaço da galeria num híbrido entre um ginásio e um gabinete de desenho. Cultivando o corpo e a mente, os halteres das máquinas de fisiculturismo passam a fragmentos de esculturas clássicas, com referências que vão desde a cidade do Porto até ao universo da história da arte e da filosofia. Num cruzamento de objetos e corpos que evocam origem da sociedade ocidental, a exposição ecoa com humor o mote “mens sana in corpore sano”.Curadoria: João Laia
Piso 0
Créditos da imagem: Augustas Serapinas, "Physical Culture", Vista de instalação ativada. Contemporary Art Centre (CAC) Vilnius, 2025. Photo: Dovilė Markevičienė -
JulhoCircuitos'26
Circuitos’26 é a terceira edição de uma iniciativa que pretende dar visibilidade às pessoas e aos projetos que formam o tecido artístico da cidade, reforçando o contacto e a familiaridade entre o público e a produção contemporânea do Porto.Promovida pela Direção de Arte Contemporânea da Ágora – Cultura e Desporto do Porto, esta edição reafirma o compromisso com uma abordagem aberta e transversal à cena artística da cidade.Créditos da imagem: Sérgio Monteiro -
Inauguração: 14.11.2026Exposição: Isabel Carvalho
A Galeria Municipal do Porto dedica uma exposição e uma publicação à vida e obra da artista Isabel Carvalho (1977, Porto). Com uma prática artística com mais de vinte e cinco anos, a artista é detentora de uma prática que cruza artes visuais, literatura e vida pública em múltiplos desdobramentos, desde a edição independente de livros, ao desenho, pintura, escultura, performance ou música. Esta exposição marca um arco temporal determinante na obra da artista.Curadoria: João Terras
Piso 1 -
Inauguração: 14.11.2026Exposição: Basel Abbas e Ruanne Abou-Rahme
A colaborar desde 2009, os artistas Basel Abbas e Ruanne Abou-Rahme são uma das duplas mais proeminentes na experimentação do som e imagem dentro da arte contemporânea. Combinando a experiência de Basel Abbas na produção sonora e musical e o mundo do cinema de Abou-Rahme, produzem obras de imagem e movimento que resultam em ambientes de imersão total. Subvertem arquivos, expandindo os limites da sua informação, imagens e sons, para questionar narrativas e discursos lineares. Criadores de espaços porosos, a dupla entende a instalação como espaço simultaneamente ficcional e documental, onde se podem investigar e questionar as condições sociais e políticas do passado e da história.Curadoria: João Laia
Piso 0 -
Inauguração: 14.11.2026Exposição: Leonor Parda
Leonor Parda (1986, Porto) é artista plástica, poeta pós-romântica, experimentalista existencial, sonhadora que acredita na arte como forma poética de habitar o mundo. Na exposição para a Galeria Municipal do Porto, através de uma proposta multidisciplinar que combina escultura, registos visuais e sonoros, a artista dá continuidade aos temas que caracterizam a sua prática, tais como as interações entre dinâmicas de poder, estruturas sociais e a condição humana, observando como estas se materializam em corpos, objetos e identidades.Curadoria: Isabeli Santiago
Piso -1
Créditos da imagem: Leonor Parda, "Now I wanna be your doggy dog", 2023. Da Exposição "Self Will Run Riot" na Mala, em Lisboa. Fotografia: Beatriz Pereira. -
Em contínuoExodus para escolas
Para participar no Exodus podem inscrever-se todas as turmas interessadas, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.Todos os percursos são realizados a pé.Local de encontro a definir.
Quinta e sexta, 10-13h e 14-18h. Duração: 120min -
Visitas-Pavão às ExposiçõesVisitas-Pavão às Exposições
Para participar nas Visitas-Pavão podem inscrever-se todas as turmas interessadas, através do e-mail galeriamunicipal@agoraporto.pt.Quartas, quintas e sextas-feiras, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.Duração: 90 min.
