Galeria Municipal do PortoGaleria Municipal do Porto

Abril Febril 2026
Abril Febril é uma homenagem à fervorosa atmosfera de Abril de 1974. 
Na sua terceira edição na Concha Acústica dos Jardins do Palácio de Cristal, a Galeria Municipal do Porto reúne uma série de projetos musicais que abraçam o imaginário da época e ensaiam o que esse período pode significar hoje.
 
O programa apresenta a experimentação da música folclórica galega de Carme López; a reinterpretação da música celta e transmontana de emmy Curl; os ritmos da diáspora africana de Fidju Kitxora; e a cultura e música cigana de La Família Gitana, explorando várias possibilidades do que se entende como música tradicional.
 

Sábado, 25 de abril, às 18 horas

Abril Febril: Carme López

Ao explorar várias possibilidades do que se entende por música tradicional, o evento começa com a performance de Carme López, artista galega cujos projetos mais recentes incidem na experimentação de novas possibilidades para a gaita de foles, afastando-se dos contextos tradicionais para criar paisagens sonoras densas e singulares.

 

Entrada gratuita.

Natural da Galiza, Carme López é artista, docente e investigadora na área da música de tradição oral galega. Nos seus projetos mais recentes, tem explorado novas possibilidades sonoras para a gaita de foles, afastando-se dos contextos tradicionais para criar paisagens sonoras mais densas e experimentais. Através desta abordagem, propõe também uma reflexão crítica sobre as associações históricas entre o instrumento e o género masculino, afirmando uma linguagem artística própria.
Fez parte de grupos musicais como Os Minhotos, Raiceira ou a Orquestra Folclórica Galega Sondeseu, com quem lançou vários registos gravados e participou em vários concursos de música tradicional — de gaita de foles a solo, em quarteto e canto —, tendo conquistado diferentes prémios. A solo, Carme López lançou recentemente Quintela (2024), um registo de música experimental com gaita de foles, assim como Vinde todas (2024), o seu primeiro álbum enquanto Carmela, onde retrata a realidade efervescente da música tradicional na Galiza, unindo o passado e o presente.

Imagem: Eva Pombo

Sábado, 25 de abril, às 19 horas

Abril Febril: emmy Curl

A segunda atuação de Abril Febril é de emmy Curl, que apresenta o seu último registo, “Pastoral” – um disco que é uma homenagem à herança cultural do folclore português, uma celebração de coragem e amor em tempos difíceis.

Entrada gratuita.

Nascida e criada nas altas montanhas de Vila Real, emmy Curl traz à vida as antigas melodias do folclore transmontano e celta que durante muito tempo permaneceram esquecidos. A artista dedica-se a valorizar e a respeitar o património cultural português, incorporando o lado moderno e o seu estilo de interpretação nas complexas camadas rítmicas e harmónicas destas tradições.
Com o seu último registo – Pastoral (2024) –, emmy Curl venceu o Prémio José Afonso em 2025.Mais do que um álbum, este disco é uma homenagem à herança cultural do folclore português, uma celebração de coragem e amor em tempos difíceis e um convite aos ouvintes e amantes de música para se perderem e deixarem envolver pela atmosfera pastoral, que ecoa como as vozes das montanhas que a rodeiam.

Imagem: 
Andreas Sidenius

Sábado, 25 de abril, às 20 horas

Abril Febril: Fidju Kitxora

A terceira apresentação de Abril Febril fica a cargo do coletivo Fidju Kitxora, convidando o público a embarcar numa viagem em constante transformação: do calor do funaná ao groove do semba, das síncopes do kuduro e do afro-house às fusões inesperadas com gravações de campo, sintetizadores etéreos, samples vocais e batidas poderosas.


 

 
Entrada gratuita.

Fidju Kitxora é um coletivo nascido entre Lisboa e Cabo Verde que mistura ritmos da diáspora africana. A sua música é uma viagem em constante transformação: do calor do funaná ao groove do semba, das síncopes do kuduro e do afro-house, às fusões inesperadas com gravações de campo, sintetizadores etéreos, samples vocais e batidas poderosas.
A natureza enigmática do projeto acrescenta uma camada cativante às suas performances, onde a imprevisibilidade e a exploração sonora criam uma experiência imersiva. Com o álbum de estreia Racodja (2024), Fidju Kitxora garantiram o seu lugar na cena musical portuguesa e iniciaram a sua projeção internacional, com uma agenda repleta de concertos em Portugal e no estrangeiro, em festivais de renome como o Tallinn Music Week, Festival Sinsal (Vigo), FMM (Sines), Mercat de Música Viva de Vic, BAM Barcelona, Transmusicales de Rennes e Eurosonic (Países Baixos).

Imagem: Fidju Kitxora

Sábado, 25 de abril, às 21 horas

Abril Febril: La Família Gitana

Para terminar Abril Febril, o palco será de La Família Gitana, um grupo de jovens músicos do Bairro do Fim do Mundo, em Cascais, unidos por laços de sangue, mas também pelo orgulho e prazer que têm em levar a música, a cultura e a tradição cigana mais longe.


 

Entrada gratuita.

La Familia Gitana são um grupo de jovens músicos do Bairro do Fim do Mundo, em Cascais, unidos por laços de sangue, mas também pelo orgulho e prazer que têm em levar a música, a cultura e tradição cigana mais longe. Ari foi impulsionador deste sonho. Atrás da sua guitarra chegou a de Rui, seguindo-se os cajons de Hugo e BA, a voz de Ângelo e, mais recentemente, o teclado de Moisés. Inspirados pela herança dos seus pais e tios – com quem tantas vezes sobem a palco – decidiram transformar momentos de convívio em gestos de partilha com outros públicos.
No seu percurso, contam hoje com participações em diferentes festivais, e ainda uma colaboração com o poeta e artista António Poppe, que os levou à Fundação Calouste Gulbenkian. La Familia Gitana tem vindo a criar um caminho envolto nas tradições, mas também na mistura entre diferentes expressões culturais, artísticas e sociais, que assenta no poder da música para desconstruir preconceitos e ligar as pessoas.

Imagem: 
Filipe Gonçalves

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