Memória de Elefante
A Primeira Exposição Colonial Portuguesa decorreu em 1934 nos Jardins do Palácio de Cristal. O seu ex-libris era uma grande escultura de um elefante, exposta no telhado do Palácio de Cristal, na época intitulado Palácio das Colónias. Homenageando o elefante enquanto símbolo e animal real com uma grande capacidade para reter e transmitir conhecimento, Memória de Elefante revisita a cultura material, arquivos e reminiscências coloniais associados à cidade do Porto através de workshops, percursos e conversas, com artistas, ativistas e educadores com o objetivo de discutir as implicações e legado do colonialismo.
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ping! / escolas / 4, 5 e 6 de maio

Workshop #GIFmeback, com Catarina Simão e Marílio Wane

Mapas, gráficos, cruzes e padrões; Máscaras, esculturas africanas, tambores, timbilas e mbiras; Sisal, algodão, peles e cornos de animais; Sementes e espécies vegetais trazidos de Angola, da Guiné e de Moçambique; E ainda pavões nos jardins, palhotas na ilha do lago, pessoas exibidas num zoo-humano...a desumanização, a mudança, a justiça e a reparação. O workshop GIFmeback# propõe um jogo de conversas e de criação de imagens digitais, que tem raiz na Escola Secundária Infante D.Henrique, e que se estenderá até aos jardins do Palácio de Cristal e ao arquivo de um evento que aí teve lugar em 1934, a Primeira Exposição Colonial Portuguesa. Pelo meio, algumas histórias e investigações de outros lugares e de outras cidades, como Maputo ou como Lamego acabarão por se encontrar e cruzar caminho, aqui e agora.

Para ver os resultados do GIF's realizados pelos estudantes, clique neste aqui e aqui.


Trabalhando entre Portugal e Moçambique e investigando arquivos nacionais e privados que preservam o passado colonial, anticolonial de Moçambique, a artista Catarina Simão questiona a tutela e difusão da memória histórica e política. Com base em investigações prolongadas, e que implicam muitas vezes parcerias em coletivo e formas diversas de apresentação ao público. Fortemente influenciada por narrativas da história e pela noção de Arquivo, Simão tem-se dedicado particularmente à história contemporânea de Moçambique. É nesse contexto que desenvolveu projetos como o Mozambique Institute Project (Museu Reina Sofia, 2014) ou o documentário Djambo (DOCTV-CPLP 2016, c/ Chico Carneiro). Trabalhando nas áreas da programação de cinema, música, teatro e artes plásticas, Simão colaborou com a Fundação de Serralves, Porto; Manifesta 8, Murcia; Africa.cont; Museo Reina Sofia, Madrid, Ashkal Alwan, Beirut; New Museum, New York; Garage Museum, Moscovo; e Galerias Municipais de Lisboa, entre outros.

Marílio Wane, nascido na Cidade da Beira, em Moçambique, é graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (Brasil) e Mestre em Estudos Étnicos e Africanos pela Universidade Federal da Bahia (Brasil). Desde 2007, actua como pesquisador na área de Etnomusicologia no ARPAC-Instituto de Investigação Sócio-Cultural, órgão subordinado ao Ministério da Cultura e Turismo de Moçambique. Paralelamente à larga experiência de pesquisa de campo, neste período, tem desenvolvido diversas actividades no âmbito da Convenção para a Salvaguarda do Património Cultural Intangível da Unesco, de 2003, em território nacional e em países como Angola, Brasil, Zimbabwe e Argélia. 
Atualmente, faz o curso de Doutorado em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa (Portugal). No seguimento das suas áreas de interesse temático, passou a atuar, a partir de 2018, como representante do ICTM – International Council for Traditional Music - em Moçambique.
Direcionado ao público escolar.

Cada workshop é destinado a uma única turma.

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