Galeria Municipal do PortoGaleria Municipal do Porto

ping!
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PINGS! são jovens estudantes entre os 16 e 22 anos que conhecem e acompanham as atividades da GMP, dialogando com as equipas curatoriais, artistas e outros convidados, participando ativamente no quotidiano de uma instituição artística.
 
PINGS! inventam formatos e metodologias de encontro, diálogo e partilha de ideias à medida que vão descobrindo o modo de funcionamento de um centro de arte, as suas agendas e lógicas operativas. 
 
PINGS! darão continuidade ao projeto nas suas turmas e contextos educativos através de visitas guiadas, moderação de conversas, realização de materiais áudio-visuais ou outras modalidades que queiram propor e implementar. 
 
PINGS! irão dialogar e colaborar com investigadores e criadores como é o caso de Gustavo Ciríaco, mas também com o projeto Quotidiano de uma Negra (Mafalda Fernandes), entre outros, através de workshops, conversas e entrevistas no âmbito dos três eixos de programação Gineceu+Estigma, Memória de Elefante e Exodus.
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pings! / 17 de fevereiro

0.1 Percurso Exodus para pings! com Mafalda Fernandes — Quotidiano de Uma Negra

A Mafalda Fernandes desenhou um percurso onde foram debatidas narrativas coloniais que se perpetuam nas ruas e espaço público da cidade, enquanto se visitou lugares culturais e comerciais geridos por uma comunidade negra, portuguesa e migrante, vinda de diferentes países africanos. 

“Quotidiano de uma negra” é o projeto desta jovem psicóloga que ensina e reflete sobre a luta antirracista e que tomará forma e espaço ao longo desta caminhada Exodus direcionada ao coletivo ping!.
 
Nascida e criada no Porto, Mafalda Fernandes é filha de pais brancos e irmã de mulheres negras. Psicóloga e ativista anti-racista, o estudo e pensamento sobre problemas sociais relacionados ao racismo são a sua maior paixão. Fundadora da Tour Africana Porto, usa o ecoturismo como forma de criar uma consciência comum. Criou o projeto @quotidianodeumanegra, onde expressa as suas inquietudes, em prol da educação anti-racista.

Fotografia: Dinis Santos
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pings! / 23 de março, das 10h30 às 16h30 | Gineceu+Estigma

0.2 Ressonâncias de um Jardim: Workshop de revelação para pings! com Casa da Imagem

O processo para imaginar este workshop iniciou-se com uma recolha de elementos orgânicos como folhas, sementes e ramos, existentes nos Jardins do Palácio de Cristal, mas também com uma seleção fotografias do arquivo Teófilo Rego, que retratam tempos vividos neste jardim da cidade do Porto e que mostram exposição caninas ou stands para uma Feira de Vinhos. A parte prática aconteceu na Casa da Imagem, um espaço de arte e partilha de conhecimentos onde estudantes puderam contactar com diferentes processos de revelação – mais experimentais e ecológicos – que usam algumas das plantas colhidas anteriormente. 
 
O colecionismo botânico, as representações científicas de espécies vegetais e animais foram substituídas por uma representação da natureza não tão humanizada, mas mais vivenciada e pessoal. 
A Casa da Imagem é um lugar de arte e mediação, aprendizagens transdisciplinares e museologia, agindo para a equidade e justiça social. É um projeto da Fundação Manuel Leão, em Santo Ovídio, Gaia. Inês Azevedo e Joana Mateus, coordenadoras, e mais artistas, mediadores e investigadores organizam exposições, desenvolvem estudos, orientam oficinas. A Casa da Imagem trabalha sobre: o uso das tecnologias digitais para a representação e envolvimento crítico dos jovens nas redes sociais (#NarcissusMeetsPandora); as imagens que representam a indústria; os arquivos Foto-Comercial Teófilo Rego e Rocha Artes Gráficas; e a criação de imagens através de processos ecológicos.

Fotografia: Renato Cruz Santos

Sábado, 11 de maio, das 15 às 18 horas

0.3 Percurso Exodus para pings!, com Flor e Daniel Sá

Em 2021 foi lançada uma petição pública, hoje desativada, que questionava o Plano do Diretor Municipal da Câmara Municipal do Porto e debatia novos usos de alguns terrenos na zona de Paranhos — Arca d'Água. Um desses vazios urbanos, em contrapartida muito cheio de vida não-humana, popularizou-se como “A Charca de Salgueiros”. Microrganismos e uma grande variedade de espécies vegetais e animais vivem aqui, num limbo muito interessante de visitar e discutir. 
Um estádio, um shopping ou piscinas de pólo aquático foram alguns dos desejos apresentados pelo centenário Sport Clube Salgueiros. 
 
Neste percurso, orientado por Flor e Daniel Sá, vamos discutir o papel da arte na discussão do espaço público e aprender sobre burocracia, comunidade, desobediência e intervenção, reflectindo sobre processo e erro ao tentar navegar os temperamentos políticos de uma cidade. 
Flor é artista a viver atualmente no Porto. Os seus estudos académicos cruzam a arte, a tecnologia e a cultura dos sentidos, com os quais cria, em diferentes colectivos, ambientes imersivos e multi-sensoriais. Desenvolveu uma dissertação e performance sobre o cheiro e a sua cultura, estimulando curiosidades em diversos acontecimentos. Sintetiza vídeo e luz para espectáculos. Manifesta-se politicamente através da escrita e da arte, com foco nos temas da ecologia e solidão, desde uma perspectiva cuír. girlflux.xyz

Daniel Sá parte do estudo em Arquitectura no Porto, pautado por um desvio determinante pela Cidade do México, percurso que encerra com uma dissertação-ensaio sobre a queda do muro. A sua prática de exploração artística transporta vestígios desse lugar e sedimenta-se no regresso, integrado no estúdio Broca 501, aqui expondo ciclos de instalação cujas peças se debruçavam sobre a fractura. É membro integrante do Túnel, espaço colectivo auto-gerido, onde atua nas áreas de instalação, desenho, escrita e tatuagem, ao abrigo do nome Aguardente. Risca compulsivamente na expectativa de que algo se rache. aguardente.rip

pings! / Sábado, 29 de junho, das 15 às 18 horas | Memória de Elefante

0.4 Corpografias Reimaginadas: dialogar com/contra o arquivo da 1ª Exposição Colonial Portuguesa - Workshop de fanzines com Marcela Pedersen e Rafael Campos

Corpografias podem ser cartografias com/do corpo nos/dos espaços. É um conceito criado para se estabelecerem conexões entre as escalas do corpo e da cidade, e que se podem manifestar em diversos formatos. 
 
Os Jardins do Palácio de Cristal revelam um espaço de memória que carrega marcas e reminiscências da história colonial portuguesa. Neste workshop, propomos analisar essa relação – espaço-memória - ao tensionar os nossos corpos com o arquivo da Primeira Exposição Colonial Portuguesa, com o objetivo de problematizar as presenças e ausências que permeiam tanto os Jardins do Palácio de Cristal, como o espaço público da cidade, estando em constante atualização de um pensamento colonial. 
 
Convidamos as participantes a compor Corpografias Reimaginadas através da elaboração de uma fanzine, incentivando uma reflexão sobre o passado e questionando gestos reparativos que imaginem possibilidades de futuros mais justos, plurais e horizontais.
Local
Jardins do Palácio de Cristal

Marcela Pedersen (ela/dela), nascida em Rio Claro, interior de São Paulo (Brasil), vive atualmente no Porto. Educadora e pesquisadora em Educação Artística, integra o Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade (i2ADS). Atualmente, faz o doutoramento em Educação Artística na FBAUP. Os seus interesses e práticas de pesquisa questionam as possibilidades de práticas de mediação e educação aliadas às lutas antirracistas, antidiscriminatórias, anticoloniais e críticas à branquitude. 
 
Rafael Campos (ele/dele) é mestrado em arquitetura, performer e pesquisador brasileiro que, na vida profissional, desloca-se entre os meios artísticos e académicos. Atualmente reside no Porto onde realiza o doutoramento em educação artística pela FBAUP, e doutoramento em arquitetura na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É bolseiro da FCT em Portugal, pesquisador colaborador no Instituto de Investigação em Arte e Design (i2ADS) e integra o Grupo Quiasma de pesquisas interdisciplinares em Arquitetura, Corpo e Cidade. 

pings! / Quinta-feira, 11 de julho, das 17h30 às 19h30 | Gineceu & Estigma

0.5 Corpos e Linguagem para um jardim e uma cidade: Workshop de dança com Melissa Pérez Sousa

Este workshop está dividido em dois momentos, para dois lugares: os Jardins do Palácio de Cristal e a envolvente urbana da Galeria Municipal do Porto. 
 
Mediante o espaço temporal de um corpo em movimento, serão propostas novas formas de representação da arquitetura e da linguagem social de uma cidade. 
Como se pode exibir a dança no espaço público? Se a cidade é atravessada por diferentes tempos, de carro, a pé, de bicicleta, como se pode dar uma determinada velocidade a corpos que dançam? Uma praça, um jardim, ou um edifício público têm diferentes escalas e lógicas de ocupação, neste workshop vamos ensaiar essas variações e contaminar cada lugar com a nossa passagem.
Melissa Pérez Sousa nasceu e cresceu na Venezuela. Estudou Interpretação em Dança Contemporânea em Caracas e Danças sociais da Diàspora Africana (Tambor Urbano, HipHop, House, Sapateado e Percussão Corporal) em Nova Iorque. Como intérprete, trabalhou com Sandrine Lescourant, Dana Foglia, Ladies of Hip Hop Festival, Escola Alvin Alley, Jorge Gonçalves, Joclécio Azevedo, Catarina Campos, Marco da Silva Ferreira, Jonas & Lander, Bouziane Bouteldja, Jep Melendez. É criadora de En el Vacío (2017) e co-criadora de BOWND (2019) e PLAYGROUND. 
 
A partir de Matosinhos e do Porto, funda com Catarina Campos o projeto pedagógico YOLK – Free Styler Dance Project com foco na improvisação, através de Danças Street e Club que acontecem no espaço público urbano. Atualmente está a desenvolver o projeto a solo TAMBOR que esteve recentemente em residência artística no Campus Paulo Cunha e Silva.

Imagem: Renato Cruz Santos

pings! / Sexta-feira, 13 de setembro, das 17h30 às 19h30 | Gineceu & Estigma

0.6 Corpos e Linguagem para um jardim e uma cidade: Workshop de dança com Melissa Pérez Sousa

Este workshop está dividido em dois momentos, para dois lugares: os Jardins do Palácio de Cristal e a envolvente urbana da Galeria Municipal do Porto. 
 
Mediante o espaço temporal de um corpo em movimento, serão propostas novas formas de representação da arquitetura e da linguagem social de uma cidade. 
Como se pode exibir a dança no espaço público? Se a cidade é atravessada por diferentes tempos, de carro, a pé, de bicicleta, como se pode dar uma determinada velocidade a corpos que dançam? Uma praça, um jardim, ou um edifício público têm diferentes escalas e lógicas de ocupação, neste workshop vamos ensaiar essas variações e contaminar cada lugar com a nossa passagem.
Melissa Pérez Sousa nasceu e cresceu na Venezuela. Estudou Interpretação em Dança Contemporânea em Caracas e Danças sociais da Diàspora Africana (Tambor Urbano, HipHop, House, Sapateado e Percussão Corporal) em Nova Iorque. Como intérprete, trabalhou com Sandrine Lescourant, Dana Foglia, Ladies of Hip Hop Festival, Escola Alvin Alley, Jorge Gonçalves, Joclécio Azevedo, Catarina Campos, Marco da Silva Ferreira, Jonas & Lander, Bouziane Bouteldja, Jep Melendez. É criadora de En el Vacío (2017) e co-criadora de BOWND (2019) e PLAYGROUND. 
 
A partir de Matosinhos e do Porto, funda com Catarina Campos o projeto pedagógico YOLK – Free Styler Dance Project com foco na improvisação, através de Danças Street e Club que acontecem no espaço público urbano. Atualmente está a desenvolver o projeto a solo TAMBOR que esteve recentemente em residência artística no Campus Paulo Cunha e Silva.

Imagem: Renato Cruz Santos

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